Educação http://rizomas.net/educacao.html Sun, 27 May 2018 11:48:06 +0000 Joomla! 1.5 - Open Source Content Management pt-br Escolas particulares de São Paulo entram em greve nesta quarta feira 23. Veja as cartas de professores e comunidades http://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/469-escolas-particulares-de-sao-paulo-entram-em-greve-nesta-quarta-feira-23-veja-as-cartas-de-professores-e-comunidades.html http://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/469-escolas-particulares-de-sao-paulo-entram-em-greve-nesta-quarta-feira-23-veja-as-cartas-de-professores-e-comunidades.html Professores, famílias e escolas particulares de São Paulo se unificaram contra uma das consequências da reforma trabalhista. O sindicado das escolas (SIEEESP) propôs, no início do ano, grandes alterações nas regras que definem as condições de trabalho do professor das escolas particulares (a Convenção Coletiva). Mas na verdade não foi uma “proposta” pois não houve negociação com o sindicato dos professores (SINPRO). As alterações que o SIEEESP quer impor aos professores certamente levarão a uma piora na qualidade das escolas.

A resposta da categoria é clara: paralisação das atividades na próxima 4ª feira, dia 23 (veja a notícia aqui). Mas não se trata de defender apenas a categoria dos professores neste momento de crise, e sim de defender a qualidade da educação no Brasil. Sem valorização do professor, não há qualidade possível.

Diversas escolas escreveram cartas tratando deste tema, às vezes assinadas pelos professores, às vezes pela direção e pelas famílias. Você pode ver as cartas reunidas neste site: https://cartaspelaeducacao.tumblr.com/archive

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) Políticas públicas de educação Mon, 21 May 2018 15:45:55 +0000
4 crenças equivocadas sobre a avaliação em larga escala http://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/468-4-crencas-equivocadas-sobre-a-avaliacao-em-larga-escala.html http://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/468-4-crencas-equivocadas-sobre-a-avaliacao-em-larga-escala.html A avaliação em larga escala de alunos, escolas e redes de ensino tem tido cada vez mais influência na educação brasileira e mundial. No Brasil temos o SAEB e o ENEM, além das avaliações estaduais. Para que possamos aproveitar o que a avaliação em larga escala tem de positivo e evitar efeitos indesejados, é preciso conhecer seus limites.

Traduzimos abaixo o supra sumo de um artigo do pesquisador Rick Stiggins, identificando quatro crenças equivocas e quatro crenças mais produtivas sobre o tema.

 


Avaliação em larga escala 

1) Crença equivocada: Testes padronizados com consequências são bons para todos os estudantes porque motivam eles a aprenderem

Crença mais produtiva: Testes padronizados com consequências sem ambientes favoráveis à avaliação na sala de aula prejudicam os alunos com dificuldades

 

2) Crença equivocada: são as decisões instrucionais dos adultos que mais contribuem para o aprendizado dos estudantes e eficácia escolar.

Crença mais produtiva:as decisões instrucionais dos estudantes são fundamentais, suas necessidades de informação devem ser atendidas.

 

3) Crença equivocada: as decisões instrucionais que tem maior impacto sobre o aprendizado dos estudantes são feitas uma vez por ano.

Crença mais produtiva:as decisões instrucionais que tem maior impacto sobre o aprendizado dos estudantes são feitas diariamente na sala de aula.

 

4)Crença equivocada: professores e gestores não precisam conhecer os princípios da prática avaliativa – o profissionais em testes cuidarão disso por nós.

Crença mais produtiva:professores precisam possuir e estar prontos para utilizar conhecimentos sobre práticas de avaliação na sala de aula.

 

FONTE:

"New Assessment Beliefs for a New School Mission", de Rick Stiggins

http://www.michigan.gov/documents/mde/Stiggins_Article_NewBeliefs_189511_7.pdf

 

 

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) Políticas públicas de educação Mon, 16 Apr 2018 00:07:00 +0000
Entenda a Reforma do Ensino Médio e suas consequências http://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/467-entenda-a-reforma-do-ensino-medio-e-suas-consequencias.html http://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/467-entenda-a-reforma-do-ensino-medio-e-suas-consequencias.html Como tantas outras iniciativas do governo federal, a Reforma do Ensino Médio foi aprovada a toque de caixa (como Medida Provisória), mesmo sendo bastante controversa entre professores e especialistas em políticas públicas. A sociedade como um todo ainda não se deu conta do verdadeiro teor do projeto, provavelmente porque foi aplicada uma boa maquiagem nele.

Por exemplo, o projeto fala sobre flexibilização do currículo no Ensino Médio, o que parece uma ótima ideia. Contudo, quando se lê o documento, percebe-se que não é o aluno que terá flexibilidade de escolha, mas sim a rede de ensino. O mais provável, levando ainda em conta a lei do teto de gastos, é que as redes diminuam as ofertas de cursos disponíveis aos alunos. Em outras palavras, o que se está chamando de flexibilidade será, na verdade, empobrecimento e estreitamento curricular.

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) Políticas públicas de educação Mon, 13 Mar 2017 14:42:27 +0000
PEC 241: PEC dos gastos públicos ou PEC da desigualdade social? http://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/465-pec-241-pec-dos-gastos-publicos-ou-pec-da-desigualdade-social.html http://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/465-pec-241-pec-dos-gastos-publicos-ou-pec-da-desigualdade-social.html Compilo abaixo algumas fontes de informação sobre a PEC 241 – a PEC dos gastos públicos (segundo alguns) ou a PEC da desigualdade social (segundo outros). Acredito que o segundo nome é mais adequado e juntei algumas informações que mostram isso. Concordo com Romeu Karnikowski, que diz:

Não resta dúvida que a aprovação da PEC 241 implicará em cortes profundos nos pilares essenciais do poder público que são a educação, saúde, segurança pública e aplicação da justiça, sem falar no financiamento da infra - estrutura do País. Ela congela por cerca de vinte anos a grade fiscal e o orçamento propugnado pelo governo mesmo se ocorrer cresciment o econômico nesse período.” Leia tudo aqui

Em relação à Educação, um estudo feito pela própria Câmara dos Deputados (ago/2016) mostrou, com base nos dados de 2011 a 2015, que a PEC deve diminuir os gastos federais com educação (do pagamento de professores à compra de materiais didáticos). O que poderia até ser uma medida compreensível, se o Brasil não fosse um dos que menos investe em educação. Além disso, se entendi bem os dados, há um problema adicional na PEC que é utilizar como parâmetro o ano de 2016, justamente o ano da crise, quando todos os gastos públicos (exceto com bancos e poderosos em geral) estão reduzidos.

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) Políticas públicas de educação Thu, 20 Oct 2016 18:54:07 +0000
Reorganizando a reorganização de escolas http://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/461-reorganizando-a-reorganizacao-de-escolas.html http://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/461-reorganizando-a-reorganizacao-de-escolas.html Escrevi este texto no final do ano passado, tentando trazer um pouco de dados empíricos para a discussão sobre a "reorganização de escolas" proposta pelo governo do Estado de São Paulo. Ele saiu no blog do Paulo Saldaña, mas também deixo aqui registrado.


A Secretaria de Educação diz que a separação das escolas por ciclos deve melhorar o desempenho porque, “segundo o resultado do Idesp em 2014, as escolas de segmento único dos Anos Iniciais tiveram um rendimento 14,8% superior às demais; as escolas de segmento único dos Anos Finais, 15,2%; e as escolas de segmento único do Ensino Médio, 28,4% superior”. O Idesp é um indicador de qualidade escolar produzido pelo Estado de São Paulo, à imagem e semelhança do Ideb, produzido pelo INEP. Ou seja, estes percentuais se referem ao quanto as escolas melhorariam, caso o único fator existente na educação fosse a mistura ou não entre alunos de idades muito diferentes. Isto abre algumas perguntas:

1. Mesmo que esta conclusão esteja correta, vale a pena segmentar as crianças em idades para otimizar seu desempenho em testes de múltipla escolha?

2. Estes resultados podem ser confirmados com as informações disponíveis publicamente?

3. Estes percentuais se referem ao nível das escolas: mas serão iguais no nível dos alunos? Afinal, o todo e as partes são coisas diferentes, e o que importa é o aprendizado dos alunos.

4. O que aconteceria se introduzíssemos outras variáveis na equação? Afinal, a educação não é um fenômeno que possa ser explicado por uma única variável.

Pois bem, vou tentar responder algumas destas questões, com algumas limitações técnicas, mas de forma clara e transparente.

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) Políticas públicas de educação Mon, 01 Feb 2016 23:41:48 +0000
Primavera paulista: resistência estudantil http://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/460-primavera-paulista-resistencia-estudantil.html http://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/460-primavera-paulista-resistencia-estudantil.html No dia 10 de novembro, estudantes das escolas públicas do Estado de São Paulo iniciaram um movimento de ocupação das suas escolas para impedir a implementação da Proposta de Reorganizacao Escolar do governo estadual.

A proposta que irá afetar 311 mil estudantes e respectivas famílias, 74 mil professores em 1464 escolas começou a ser anunciada pela Secretaria de Educacao em setembro. De acordo com o secretário Herman Voorwald, a Proposta está baseada em diversos estudos e dados estatisticos e visa a melhoria da qualidade de ensino. A ideia principal é a separação dos três diferentes níveis de ensino Fundamental I, Fundamental II e Ensino Médio em prédios diferentes, de forma a reduzir a complexidade da gestão escolar.

Especialistas convergem na ideia de que há necessidade de uma reestruturação, mas são unânimes em afirmar que a Proposta deve ser amplamente discutida. No entanto, nem a Proposta, nem os estudos foram publicizados.

Desde 06 de outubro, os estudantes vem fazendo manifestações para exigir que a secretaria apresente a Proposta no detalhe. Os protestos se intensificaram porque no dia 25 de outubro a secretaria anunciou o fechamento de 94 escolas, e os seus prédios serão disponibilizados para escolas técnicas ou para a a rede municipal de ensino.

No dia 10, estudantes ocuparam 2 escolas, a E E Fernao Dias Paes e a E E Diadema. Só após a ocupação o governo se dipôs a negociar com os jovens, mas as negociacões falharam porque os estudantes não aceitaram desocupar as escolas e ir até o palácio do governo, exigindo que os representantes do governo fossem negociar nas escolas. O governo enviou a policia militar para desocupar a escola, porém uma decisão judicial impediu que os policiais entrassem na escola. Segundo o juiz Luis Felipe Ferrari Bedendi, da 5ª Vara da Fazenda Pública, que suspendeu as ordens de reintegração, “As ocupações - realizadas majoritariamente pelos estudantes das próprias escolas - revestem-se de caráter eminentemente protestante. Visa-se, pois, não à inversão da posse, a merecer proteção nesta via da ação possessória, mas sim à oitiva de uma pauta reivindicatória que busca maior participação da comunidade no processo decisório da gestão escolar".

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lilianlkelian@gmail.com (Lilian L'Abbate Kelian e Iara Haazs) Políticas públicas de educação Mon, 16 Nov 2015 11:28:31 +0000
O “ranking do ENEM” às vésperas da primeira década http://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/457-o-ranking-do-enem-as-vesperas-da-primeira-decada.html http://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/457-o-ranking-do-enem-as-vesperas-da-primeira-decada.html

O valor mercadológico do “ranking do ENEM” é inquestionável, até porque o mercado sabe o real valor de um exame de admissão para universidades boas e gratuitas num país como o Brasil. Mas o valor “científico” destes dados, por outro lado, é bastante limitado. Não se pode, por exemplo, afirmar coisas básicas como “a nota de São Paulo melhorou no ENEM e portanto São Paulo melhorou”. Um tipo de erro que tem sido bem comum, aliás. No Pós Doutorado que acabo de terminar, não usamos os dados do ENEM para comparar escolas, exatamente porque notamos muitas limitações. Acabamos usando os dados da Prova Brasil (também do INEP), mais confiáveis para esta finalidade.

É preciso, portanto, ter consciência das limitações dos resultados do ENEM, relativizar todo o apelo mercadológico que eles acabam representando. Os resultados se aplicam aos indivíduos e só nesse nível tem alguma “garantia científica”. O todo e as partes são coisas diferentes. Além disso, é preciso ter em mente que o mundo real, aquele que importa, vai muito além dos rankings e vitrines.

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) Políticas públicas de educação Mon, 19 Oct 2015 01:15:42 +0000
Pátria Educadora: diretor da Faculdade de Educação da Unicamp comenta o documento (vídeo) http://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/453-patria-educadora-diretor-da-faculdade-de-educacao-da-unicamp-comenta-o-documento-video.html http://rizomas.net/politicas-publicas-de-educacao/453-patria-educadora-diretor-da-faculdade-de-educacao-da-unicamp-comenta-o-documento-video.html Entrevista com o prof. Luiz Carlos de Freitas sobre o documento "Pátria Educadora", elaborado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (Mangabeira Unger).

Para Freitas, o documento ignora boa parte das discussões que as entidades educacionais brasileiras fizeram nos últimos anos. Discussões das quais o MEC fez parte, inclusive, e que depois de muito tempo e esforço, geraram alguns documentos que, supostamente, serviriam como referência para as formulações das políticas educacionais.

Além disso, não há referências científicas no documento "Pátria Educadora", o que é perigoso na medida em que as políticas públicas não podem se basear na intuição dos gestores, elas precisam ter base nas evidências produzidas pelos pesquisadores.

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) Políticas públicas de educação Tue, 21 Jul 2015 12:22:05 +0000
Salário de professor brasileiro é baixo e sistema é ineficaz, diz estudo internacional http://rizomas.net/o-educador/452-salario-de-professor-brasileiro-e-baixo-e-sistema-e-ineficaz-diz-estudo-internacional.html http://rizomas.net/o-educador/452-salario-de-professor-brasileiro-e-baixo-e-sistema-e-ineficaz-diz-estudo-internacional.html Em suma, no Brasil os professores tem péssimas condições de trabalho e, mesmo levando isso em consideração, temos um sistema muito ineficiente. Ou seja, estão certos os que dizem "não é possível educar bem com estes salários" e também estão certos os que dizem "é possível fazer melhor com o que já temos".

Foram comparados 30 países (membros da OCDE e alguns emergentes). O Brasil apareceu como um dos países onde os professores tem os piores salários (média dos últimos 15 anos, comparando com paridade de poder de compra). Além disso, é o país com mais alunos na sala de aula: em média 32 alunos por professor. Fora o Brasil e o Chile (com 27 alunos), nos outros países o tamanho da classe raramente ultrapassa 15 alunos.

Por fim, levando em conta estas e outras informações, o estudo classifica o sistema educacional brasileiro como o menos eficiente dentre os países analisados. Ou seja, quando comparamos o Brasil com países que também investem pouco em educação, mesmo assim temos resultados baixos nos testes. E muito menos eficiente, pois ficamos com 25% de eficiência enquanto o penúltimo colocado, a Indonésia, teve 51%, seguido da Suíça com 60% (pois é o país que melhor paga o professor).

A Finlândia (quem mais?) apresentou o sistema educacional mais eficiente dentre os 30 países analisados.

O estudo (ver original aqui) foi publicado no ano passado pela empresa Gems Education Solutions. com autoria de Peter Dolton, Oscar Marcenaro-Gutiérrez e Adam Still.

É importante salientar, contudo, que este não é um estudo publicado em "revista científica" e, portanto, não há nenhuma "garantia" sobre ele. Com uma rápida busca, encontramos uma crítica ao estudo, apontando algumas limitações nos métodos. Foi escrita por Clive Belfield e pode ser lida aqui.

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) O educador Sun, 28 Jun 2015 12:30:35 +0000
Como debater de forma racional? Russell ensina. http://rizomas.net/metodos-de-ensino/450-como-debater-de-forma-racional-russell-ensina.html http://rizomas.net/metodos-de-ensino/450-como-debater-de-forma-racional-russell-ensina.html Em tempos de acaloradas discussões pela internet, há todo um submundo dos comentários de redes sociais e sites que é revelador de nossas limitações em discutir certos assuntos utilizando aquela virtude que é supostamente comum à toda a espécie: a razão.

Frente a limitações, é sempre bom aprender um pouco mais. Vejamos então alguns princípios que podem ajudar aqueles que buscam, de fato, apurar a verdade dos fatos, de forma pública, honesta e transparente.

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digao45@gmail.com (Rodrigo Travitzki) Métodos de ensino Wed, 27 May 2015 16:45:54 +0000