Educação

Segundo a LDB, "a educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho."



Projeto do "escola sem partido" se baseia em Direitos Humanos "fake"

Três dias passados da eleição e alguns deputados já aproveitaram para tentar aprovar um projeto de 2014 ligado ao movimento "escola sem partido", carinhosamente apelidado de "escola de um só partido". Muita gente mais capacidata do que eu já comentou esse assunto, como o deputado Bacelar, que está na comissão e votou contra. Mas resolvi dar uma olhada em um ponto específico que vi quando fui votar contra na enquete da Câmara. Ali diz que o Projeto de Lei 7180/2014:

Inclui entre os princípios do ensino o respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, dando precedência aos valores de ordem familiar sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa. Adapta a legislação à Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), de 22 de novembro de 1969, ratificada pelo Governo Brasileiro.

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Educação contra a barbárie

Nesse dia dos professores não há muito a ser comemorado. Fiz o vídeo abaixo pensando um pouco nesse difícil momento que estamos passando, que me faz recordar o texto “Educação contra a barbárie” de Theodor Adorno.

 

 

Escolas particulares de São Paulo entram em greve nesta quarta feira 23. Veja as cartas de professores e comunidades

Professores, famílias e escolas particulares de São Paulo se unificaram contra uma das consequências da reforma trabalhista. O sindicado das escolas (SIEEESP) propôs, no início do ano, grandes alterações nas regras que definem as condições de trabalho do professor das escolas particulares (a Convenção Coletiva). Mas na verdade não foi uma “proposta” pois não houve negociação com o sindicato dos professores (SINPRO). As alterações que o SIEEESP quer impor aos professores certamente levarão a uma piora na qualidade das escolas.

A resposta da categoria é clara: paralisação das atividades na próxima 4ª feira, dia 23 (veja a notícia aqui). Mas não se trata de defender apenas a categoria dos professores neste momento de crise, e sim de defender a qualidade da educação no Brasil. Sem valorização do professor, não há qualidade possível.

Diversas escolas escreveram cartas tratando deste tema, às vezes assinadas pelos professores, às vezes pela direção e pelas famílias. Você pode ver as cartas reunidas neste site: https://cartaspelaeducacao.tumblr.com/archive

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4 crenças equivocadas sobre a avaliação em larga escala

A avaliação em larga escala de alunos, escolas e redes de ensino tem tido cada vez mais influência na educação brasileira e mundial. No Brasil temos o SAEB e o ENEM, além das avaliações estaduais. Para que possamos aproveitar o que a avaliação em larga escala tem de positivo e evitar efeitos indesejados, é preciso conhecer seus limites.

Traduzimos abaixo o supra sumo de um artigo do pesquisador Rick Stiggins, identificando quatro crenças equivocas e quatro crenças mais produtivas sobre o tema.

 


Avaliação em larga escala 

1) Crença equivocada: Testes padronizados com consequências são bons para todos os estudantes porque motivam eles a aprenderem

Crença mais produtiva: Testes padronizados com consequências sem ambientes favoráveis à avaliação na sala de aula prejudicam os alunos com dificuldades

 

2) Crença equivocada: são as decisões instrucionais dos adultos que mais contribuem para o aprendizado dos estudantes e eficácia escolar.

Crença mais produtiva:as decisões instrucionais dos estudantes são fundamentais, suas necessidades de informação devem ser atendidas.

 

3) Crença equivocada: as decisões instrucionais que tem maior impacto sobre o aprendizado dos estudantes são feitas uma vez por ano.

Crença mais produtiva:as decisões instrucionais que tem maior impacto sobre o aprendizado dos estudantes são feitas diariamente na sala de aula.

 

4)Crença equivocada: professores e gestores não precisam conhecer os princípios da prática avaliativa – o profissionais em testes cuidarão disso por nós.

Crença mais produtiva:professores precisam possuir e estar prontos para utilizar conhecimentos sobre práticas de avaliação na sala de aula.

 

FONTE:

"New Assessment Beliefs for a New School Mission", de Rick Stiggins

http://www.michigan.gov/documents/mde/Stiggins_Article_NewBeliefs_189511_7.pdf

 

 

 


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